sábado, 29 de março de 2014

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Eu sempre sonhei demasiadamente e acreditava que o reconhecimento diante da mais esplendorosa obra seria acometido por pessoas de um ser sensível ignóbil. A totalidade do universo criado pelo eu lírico pensante foi aos poucos se relacionando com o mundo vivente e criando referências que apenas poderiam ser percebidas por aqueles que possuíam pelo menos os requisitos médios de um texto meia-boca. Ao cerrar os olhos, imaginava as belas campinas verdes e os riachos escuros de uma terra longínqua a qual me era inatingível. Após acordar sofria, aos prantos, diante da velha realidade que sorria ao envolver-me em seus braços ásperos...

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